Artista

  egas1egas2

Pinto, quase sempre entre a consciência de uma certa futilidade do fazer e a beleza da afirmação desse ato gratuito, fruto de um caos que se quer espelho.

O espelho sempre muda o olhar.

O olhar sempre muda a pintura.Eu pinto como algo que transborda, algo que se impõe e toma conta. E quando aquele simpático demônio sussurra em meu ouvido que tudo isso não vale nada, não respondo.

Pego minhas tintas e pinto mais um quadro.