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Depois do sucesso dos aros olímpicos na praia mais famosa do Brasil, agora é a vez dos agitos paralímpicos tomarem conta das areias de Copacabana. A escultura do símbolo dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 foi instalada pela Prefeitura do Rio nesta sexta-feira (02/09), na Praia de Copacabana, em frente ao hotel Copacabana Palace, entre os postos de salva-vidas 2 e 3. Assim como os aros, os agitos são feitos de plástico reciclado, em uma obra de arte de 4 metros de altura por 3 metros de comprimento. As peças também têm texturas e odor, proporcionando inclusão e interatividade.

O evento contou com a participação de jovens estudantes do Instituto Benjamin Constant, especializado na educação de deficientes visuais. Munida de chocalhos para marcar com som a instalação dos agitos, a garotada encontrou Tom, o mascote paralímpico, e pôde sentir pelo tato e pelo olfato as formas e os aromas do símbolo dos Jogos Paralímpicos.

- Mais uma vez estamos aliando arte, educação e sustentabilidade para passar a mensagem de que precisamos prestar atenção na quantidade de lixo que produzimos e no destino que damos a ela - afirmou o presidente da Empresa Olímpica Municipal, Joaquim Monteiro.

- Esta linda obra de arte foi feita com material colhido nas próprias praias do Rio, tornando-as ainda mais bonitas. É um orgulho inaugurar esses agitos sensoriais, já é possível sentir a energia na cidade com a proximidade dos Jogos Paralímpicos - disse o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), Philip Craven, também presente à cerimônia junto com o vice-presidente da entidade e presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

Para os agitos, a produtora e artista plástica Elisa Brasil – que também foi responsável pela construção da obra exposta em Copacabana durante os Jogos Olímpicos – fez parceria com o cenógrafo Tejota Bastos na criação capaz de aguçar os cinco sentidos. O agito azul, por exemplo, foi feito com uma tela por fora e garrafas de amaciantes recicladas por dentro, para o cheiro de limpeza ser facilmente reconhecido. O agito vermelho contém tampinha de garrafas de guaraná e o verde, sacos plásticos reciclados trançados com cheiro de menta.

- Acreditamos que essa escultura cumpre seu papel em enviar a mensagem que pretendemos para todo o mundo - pontuou Elisa.

Na técnica de reciclagem usada pelos artistas, o plástico é triturado, aquecido e prensado para formar uma nova chapa, que compõe a base de cada agito. Garrafas PET foram reutilizadas para preencher a base da escultura e dar mais resistência a todas as peças, construídas juntas. A escultura é feita com plástico reciclado coletado em vários pontos de apoio da prefeitura e da ONG Eccoponto por jovens de escolas municipais que, por meio do Projeto Transforma, tiveram a oportunidade de aprender e acompanhar o processo de criação.

Elisa e Tejota foram contratados pela empresa social holandesa Dopper, conhecida mundialmente por trabalhar pela reciclagem do plástico e conscientização do impacto que o uso e descarte impensado deste material têm no planeta.

- A Dopper se orgulha em fazer parte de um projeto autêntico, que busca ao mesmo tempo incluir e conscientizar. Ficamos felizes quando chegamos a um resultado que trata o tema de forma leve e interativa - explicou a embaixadora da Dopper no Brasil, Ellen Sluis.

Acessível ao público e localizada em um dos principais pontos turísticos do Rio, a escultura tem tudo para se tornar mais um sucesso de fotos nas redes sociais, a exemplo dos aros olímpicos do Parque Madureira, da Pira da Candelária e da hashtag #CidadeOlímpica, na Praça Mauá.

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