arte digital

  • Arte Digital Digitada

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    Muitas pessoas não dão o devido valor à arte digital, ao trabalho feito “no” computador por parecer que a arte é feita “pelo” computador, que é ele o grande artista, é ele quem faz o grande trabalho e que não é tão trabalhoso assim, já que em comandos rápidos e toques no mouse as artes são criadas rapidamente.

    O que não é verdade!

    O trabalho de criar uma arte no computador é bem diferente do trabalho em ateliê, mas não menos complexo.

    As ferramentas são muitas, mas, escolher a ferramenta certa, ou manusear corretamente é fator fundamental para a qualidade e a diversidade do trabalho artístico.

    Na arte clássica o artista tem uma ideia, uma tela, pincéis e tintas, e com o andamento do trabalho, o criador conversa com sua criação, nesta busca incessante de encontrar a beleza tão procurada; e muitas vezes, a imagem concluída acaba sendo algo totalmente diferente da arte inicial.

    Na Arte Digital este diálogo entre o artista e o monitor é muito mais intenso, pois as ideias são continuamente refeitas por conta da fácil modificação das imagens.

    As ideias vão tomando formas e o mouse, que podemos chamar de “pincel eletrônico”, vai... clic após clic, criando as imagens, luzes e cores, produzindo formas sempre novas.

    E nem sempre os resultados são tão bons...

    E as imagens são jogadas fora. Como dizemos na linguagem da computação, “são deletadas” num simples comando.

    A lixeira de um artista digital, com certeza, tem muito mais arte do que a lixeira de um artista clássico. Pois a vontade de encontrar a perfeição tendo a possibilidade de refazer o trabalho, faz o artista abandonar várias vezes a arte quase concluída, por ser virtual e por estarmos, assim como os artistas clássicos à procura da imagem perfeita.
    Aí você mostra um trabalho digital, e as pessoas pensam: “o computador é realmente genial...”

    Eu já pedi algumas vezes para o computador fazer algumas artes, mas ele, definitivamente, não quis fazer.

    Felizmente, o computador é só mais uma máquina, das tantas que estão aí para servir ao homem, mas que, sem o homem, de nada servem...

    Ser artista digital traz algumas “supostas vantagens”: não precisando trabalhar com tintas e pincéis, com água e solventes, consequentemente não se suja de tinta, não precisa de grandes espaços para fazer e guardar os seus trabalhos, nem luz do dia, temperatura adequada etc...

    Por outro lado, o imediatismo que é pertinente à informática, faz qualquer demora de segundos, algo interminável. A máquina precisa sempre de assistência técnica e o artista de Assistência Médica, para não ter problemas por ficar tanto tempo diante do Computador. O artista precisa fazer cursos para saber manusear os novos recursos dos novos programas e, dependendo do programa, falar até outra língua.

    A arte digital tem uma dinâmica muito grande, pois temos a possibilidade de fazer, sobre uma mesma imagem, várias artes de alta qualidade... Os ensaios que “dão certo” são salvos, de modo a termos uma diversificação da mesma imagem com qualidade... O problema criado é muito bom: ter que escolher “qual arte será impressa”.

    O espaço de que a Arte Digital precisa é de “espaço eletrônico virtual” dentro da máquina e em arquivos de segurança gravados em DVD, e esse espaço, também chamado de “memória”, precisa ser grande, pois essas artes são arquivos muito “pesados” e o custo para esses espaços não são pequenos... E todo esse material virtual pode ser perdido num simples arranhão no único disco de segurança, numa variação de energia elétrica no computador, ou nos tão temidos vírus, que são programas para estragar programas. E toda arte virtual é perdida como uma aquarela vai para a lixeira por conta de uma pequena goteira.

    Com o desenvolvimento acelerado da tecnologia, existe uma verdadeira corrida; a cada dia aparece uma novidade tecnológica que faz desta arte algo que está sempre em mutação.

    O que não acontece muito com a arte clássica.

    O que é fundamental em todas as formas de artes é a c-r-i-a-t-i-v-i-d-a-d-e.

    Tanto o artista clássico, quanto o digital, se não estiverem com sua criatividade sempre bem viva, será mais um artista entre tantos outros...

    A arte digital veio para ficar! Ficar em seu lugar, nem acima nem abaixo da arte clássica, nem mais caro nem mais barato, mesmo tendo a possibilidade de ser multiplicada, pois a arte está efetivamente na criação.

    O artista digital fica muitas horas à frente do monitor para criar imagens cada vez mais belas. Para poder sentir que está no caminho certo o artista precisa ser valorizado, e para isso é preciso que as pessoas sejam mais curiosas em saber como são feito os trabalhos, como é trabalhar com computador, pois se não, a imagem que você aprecia numa arte digital será tão somente mais um fruto de uma máquina espetacular.