Artista

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As pinturas de Marcio Schiaz são sinônimo de certeza e clareza, constância e beleza.

Marcio apresenta um jeito especialmente simples de ser, bastante otimista, coerente e consciente.

Dono de um Dom constatado para as artes e de um humor honesto para com os problemas do cotidiano,

oferece toda a sua altivez para as telas, guardando para si uma humildade quea penas os grandes conseguem cultivar.

Fernanda Rodante

Currículo

 

Márcio Schiaz
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Cel. (11) 9439.4978
Rua Carlos Pavan, 195 - Jardim Peri-Peri - São Paulo

Márcio Bueno de Souza
Pintor e gravador - Assina M. Schiaz e Márcio Schiaz.

Cursos

- Desenho e Pintura na Associação Paulista de Belas Artes - SP com o professor Loris Foggiatto;
- Linoleogravura e Xilogravura - Atelier Enio Cintra - SP;
- Litografia na Editora Graffito - SP;
- Gravura em Metal - Museu Lasar Segall - SP;

Bibliografia
2007 - Um passeio pela arte Brasileira,
2007 - Editado pela Errol Flynn galeria de arte
2005 - Dicionário de Artistas Plásticos Brasileiros – Constantino Cury
2005 - DUETO (Márcio Schiaz e Paulo Acencio)
2004 - Brazil Art Show – Ed Jardim Contemporâneo
2004 - Artes Plásticas no Brasil - Júlio Louzada Filho, desde o vol. 3;

Acervo

- Errol Flynn galeria de arte - BH
- Nova André Galeria de arte - SP
- Dom Quixote Galeria de arte - RJ
- Fundação Instituto de Ensino para Osasco - FIEO - Osasco / SP;
- Centro Cultural Brasil / Estados Unidos - C.C.B.E.U. - Santos/SP;
- Banco do Brasil - SP;
- Caixa Econômica Federal - PR;
- Coleções particulares por todo o Brasil e vários outros países.

Bienal
2009 – 8ª bienal de Malta – Menção Honrosa

Exposições Individuais
2010 – "25 anos de pintura" Senado Federal – Brasilia-DF
2010 – "25 Anos de pintura", galeria Arte e Eventos, SP
2009 - Cenas urbanas – Galeria Casa 8 – São Paulo
2009 - Cenas urbanas e outros temas – Infraero - Guarulhos/SP;
2009 - Semana da Asa – Aeroporto internacional de Congonhas/SP;
2009 - Cenas urbanas – Espaço cultural Ivandro Cunha - Lima, Brasília.
2008 – O Pentagrama – Errol Flynn Galeria de Arte – Belo Horizonte;
2007 - O Pentagrama – Errol Flynn Galeria de Arte – Brasília;
2006 - Galeria da Associação dos Médicos de Santos
2005 - Errol Flynn Galeria de Arte – P.I.C. Belo Horizonte;
2005 - Exposição e lançto do livro DUETO c/ Paulo Acencio – Conj. Nacional /SP;
2004 - Marcio Schiaz - Pinturas – Associação dos Médicos de Santos/SP;
2003 - Associação dos Médicos de Santos - Santos/SP;
2002 - "Pinturas Recentes" – Saguão das Artes – Hotel Intercontinental/SP;
2002 - Galeria de Arte do C.C.B.E.U. - Santos/SP;
2000 - Associação dos Médicos de Santos - Santos/SP;
1999 - "Sonhando a realidade" Centro Cultural Santa Catarina - SP/SP;
1999 - "Estar Presente" - Galeria de Arte C.C.B.E.U. - Santos/SP;
1997 - Centro Empresarial de São Paulo - Comemorativo ao 20° Aniversário;
1996 - Dez anos de Arte - Centro Cultural Brasil Est. Unidos - Santos/SP;
1996 - Dez anos de Pintura - Studio Rogério Perez - Campinas/SP;
1995 - Espaço Cultural do Banco do Brasil;
1995 - Espaço O' Neil's - SP/SP;
1994 - Galeria de Arte do C.C.B.E.U. - Santos/SP;
1993 - Composição e Casarios - Inauguração do Espaço Tanger - SP;
1992 - Centro Cultural da Caixa Econômica Federal de São Paulo - SP;
1991 - Galeria de Arte da Cultura Inglesa - SP;
1990 - Casa da Cultura de Araraquara - SP;
1989 - Centro Cultural do Banco do Brasil - SP.

Exposições Coletivas e Prêmios

2009 - Casa das Mudas – Ilha da Madeira /Portugal
2009 – Expos.intercâmbio Nipo-Brasileiro – Consulado Japão em São Paulo
2008 - Centenário Imigração Japonesa no Brasil – Pref. Mun. Mogi das Cruzes /SP
2008 - Centenário Imigração Japonesa no Brasil – Secret. Cultura de Sorocaba /SP
2007 - Universo de Cores e Formas – Galeria Geraldes da Silva – Porto/Portugal
2007 - Pré-Centenário Imigração Japonesa no Brasil – Clube Paineiras do Morumbi
2007 - Pré-Centenário Imigração Japonesa no Brasil – Consulado do Japão – SP
2007 - 10º Salão da Marinha da A.P.B.A. - Menção Honrosa
2006 - Brasil – Cores e Formas – Art Factory Galeria
2006 - Consulado Geral do Japão – SP
2005 - XXXVI Chapel Art Show – SP
2004 - 62º Salão Livre de APBA – SP - Grande Medalha de Ouro;
2004 - Exposição de Arte Contemporânea Brasileira – SOCIARTE – 22º Edição;
2004 - Uma Viagem de 450 Anos – SESC Pompéia/SP;
2004 – Exposição dos 450 Anos de São Paulo - Galeria 22 – Shop. Eldorado/SP;
2004 - Salão Comemorativo dos 450 Anos de São Paulo – APBA - Atuando como Membro de Júri no XII Salão de Natureza Morta – APBA;
2003 - 54º Salão Paulista de Belas Artes/SP - Pequena Medalha de Prata;
2003 - XXXIV Chapel Art Show/SP;
2003 - 51º Salão de Belas Artes de Piracicaba/SP;
2003 - 1º Salão de Artes de Itapecerica da Serra/SP;
2002 - 53º Salão Paulista de Belas Artes/SP – Menção Honrosa;
2002 - Nova André Galeria de Arte – "Paisagens do Imaginário";
2002 - Espaço My Guest/SP – "Pequenos Formatos";
2002 - XXXIII Chapel Art Show/SP;
2002 - Exposição de Arte Contemporânea Brasileira – SOCIARTE – 21ª Edição;
2002 - Salão Comemorativo dos 60 anos da A.P.B.A.;
2002 - Prêmio Gastão de Assis Pacheco – LX Salão Livre – A.P.B.A.;
2002 - Menção Honrosa – 5º Salão da Marinha – A.P.B.A.;
2001 - Exposição de Arte Contemporânea Brasileira – SOCIARTE – 20ª. Edição;
2001 - XXXIII Chapel Art Show/SP;
2000 - XXXI Salão da Primavera - Associação Paulista de Belas Artes;
2000 - Exposição de Arte Contemporânea Brasileira - SOCIARTE - 19ª Edição;
2000 - Salão dos Artistas Premiados na Associação Paulista de Belas Artes;
2000 - Salão da Marinha - Associação Paulista de Belas Artes;
1999 - XXXI Chapel Art Show/SP;
1999 - Exposição de Arte Contemporânea Brasileira - SOCIARTE - 18a. Edição;
1999 - SINTONIA - Terearte Galeria - SP;
1999 - 3a. Exposição Fashion Cultural - 500 anos - Premier Publicidade;
1999 - 6a. Exposição Cultural - Brasil 500 anos - Premier Publicidade;
1999 - Pequena Medalha de Ouro - 57° Salão livre - A.P.B.A.;
1999 - Menção Honrosa - 7o. Salão da Natureza Morta - A.P.B.A.;
1998 - XXX Chapel Art Show - SP;
1998 - Exposição de Arte Contemporânea Brasileira - SOCIARTE - 17 º Edição;
1998 - IX Mostra de Arte - Três artistas, três escolas - FIEO - Fundação Instituto de Ensino para Osasco - São Paulo;
1998 - Rarebit Galeria de Arte - Grandes artistas, pequenos formatos;
1998 - Bric a Brac Galeria de Arte - Coletiva de final de ano;
1998 - Tao Sigulda - Coletiva de Artistas Contemporâneos;
1998 - APBA - 4º Salão da Paisagem Brasileira - Pequena medalha de bronze;
1998 - Galeria de Arte Nini Barontini - Curitiba - PR;
1998 - II Salão Art Factory & Atelier Pamplona, versão "A Primeira Natureza" (Membro de júri e participação "hours Concours") São Paulo;
1998 - XVI - Exposição Nacional do Cavalo Árabe, Agro centro, Parque da Água Funda, SP;
1998 - 19º Leilão de Arte em beneficio do Lar das crianças da CIP, (Congregação Israelita Paulista Assoc. Assist. e Benef.), São Paulo;
1997 - XXIX Chapel Art Show - SP;
1997 - Exposição de Arte Contemporânea Brasileira - SOCIARTE 16º Edição;
1997 - Bric a Brac Galeria de Arte;
1997 - Tao Sigulda - Coletiva de artistas contemporâneos - Campo Limpo Pta - SP;
1997 - Galeria de Arte Nini Barontini - Curitiba - PR;
1996 - Brazilian Artists Exhibit - Creative Arts Guild, Dalton - Georgia - USA;
1996 - The Annual Brazilian Exhition - Abney Gallery - New York;
1996 - Bric a Brac Galeria de Arte - SP;
1996 - XXVIII - Chapel Art Show SP;
1996 - Exposição de Arte Contemporânea SOCIARTE 15º Edição;
1996 - Alpha / Omega Galleries - Roswell - Georgia - USA;
1996 - Inauguração do Espaço Paulista de Arte - SP;
1996 - Exposição Rarebit Galeria de Arte - SP;
1996 - Expo Shopping Paulista "Primavera no Paulista - SP;
1995 - XXVII Chapel Art Show - SP;
1995 – Expos.de Arte Contemporânea SOCIARTE 14º Edição Graded Art Fair - SP;
1995 - Expo Espaço Cultural CEF mostra "Gonzaga" Santos - SP;
1995 - Expo Esp. Cultural Banespa (Pamplona) – Comem.do Jubileu de Prata/SP;
1995 - Bric a Brac Galeria de Arte - SP;
1994 - Expo Galeria de Arte Rarebit - SP;
1994 - Expo Graded Art Fair - SP;
1994 - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo - SP;
1994 - Menção Honrosa - 2º Salão Natureza Morta, APBA - SP;
1994 - "Salão Nú Artístico" 3º Salão APBA - SP;
1994 - "Salão Paisagem Paulista" 24º Salão APBA - SP;
1993 - Ansi Professional Computing - Koger Executive Center - Miami – Flor. - USA;
1993 - "Além do Lirismo" - Galeria de Arte Lannody - SP;
1993 - Coral Art Gallery - Miami - Florida - USA;
1993 - Tributo à Lúcio Menezes - Galeria de Arte C.C.B.U. - Santos - SP;
1993 - Bric a Brac Galeria de Arte SP;
1993 - Troféu em homenagem - 12º Salão Instituto Alberto M. de Camargo - SP;
1993 - Pequena Medalha de Bronze - 51º Salão Livre da APBA - SP;
1993 - Menção Honrosa - 1º Salão Nú Artístico da APBA - SP;
1993 - 6º Salão de Arte Associação Comercial do Estado de São Paulo - SP;
1992 - Exposição Max Stolz Galerie - Curitiba - PR;
1992 - Exposição Via Augusta Galeria de Arte - SP;
1992 - Troféu Homenagem Especial - 11º Salão de Arte do Instituto Alberto M. de Camargo - SP;
1992 - Medalha de Prata - 5º salão de Arte da Assoc. Com. Estado de São Paulo - SP;
1992 - Prêmio Innocêncio Borghese - 22º Salão da Paisagem Paulista - APBA - SP;
1991- Galeria de Arte Lualê - SP;
1991 - Exposição Centro de Negócios de São Paulo - "Arte ao vivo" - SP;
1991 - Troféu Especial - 10º Salão de Arte do Instituto Alberto M. de Camargo - SP;
1991 - Exposição Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal - Final Estação - Curitiba-PR;
1991 – Peq. Medalha de Prata - 8º Salão de Artes Plásticas de Araraquara - SP;
1991 - Medalha de Bronze - 100º Exposição de Arte Visual - Associação Brasileira de Desenho - Rio de Janeiro - RJ;
1991 - Medalha de Honra ao Mérito - 9º Salão de Arte do Instituto Alberto M. de Camargo - SP;
1989- Max Stolz Galerie - Curitiba - PR;
1989 - Prêmio Destaque - 8º Salão Instituto Alberto M. de Camargo - SP;
1989 - 6º Salão de Arte Inédita Banestado Curitiba - PR;
1988 - Max Stolz Galerie Curitiba - PR;
1987 - 2º Salão Ecológico - APBA - SP;
1987 - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas de São Paulo / Paraná Academia Brasileira de Arte e Ciências - SP;

Críticas e depoimentos

"Márcio Schiaz pertence aquele seleto grupo de jovens artistas que despontaram galhardamente para o mundo mágico da arte. Guardem este nome."
Paulo Augusto Bueno Wolf
Coordenador Cultural C.C.B.E.U – Santos -SP (Março 94)

Com um bom conceito de crítica especializada, Márcio Schiaz apresenta um trabalho de ótima técnica aliada a uma sensibilidade toda sua.
Transmite uma marca pessoal em sua pintura, que o identifica imediatamente, chegando a um resultado final sempre feliz, tanto na estrutura da composição quanto na harmonia das cores.
Para o artista, sua intervenção na realidade da imagem é fundamental para o desenvolvimento de seu trabalho.

Carlos Eduardo de Barros Rodrigues
Leiloeiro Oficial – São Paulo -SP (Maio 92)

Um dia este grande artista amigo interpretou, numa obra, uma das mulheres de meus quadros,
Foi a primeira e única vez que vi, em suas telas, a forma humana explícita. Contudo, ao observar atento é impossível não perceber a presença do homem em seus trabalhos. As vilas, paisagens, as marinhas estão plenas de gente, que não vemos, mas sentimos. Das naturezas-mortas então, nem preciso falar.
Sobre um desenho rígido, Hiper racional, o artista aplica as cores com rigor e personalidade. Daí então, da pura razão, explode a liberdade.
Não quero, contudo, descrever a técnica de seus quadros, que por sinal é muito correta. Isso seria superficial. Prefiro ao invés dizer da emoção que eles me passam; um convite a viajar pelo verde, a abrir a porta de uma velha casa, procurando por alguém que, talvez nos espere com a mesa posta.
Certa vez sentei em uma cadeira de praia e observei o mar. Estava dentro de uma tela de Márcio Schiaz.

Marco Rossi
Artista Plástico (11/Mar/94)

M. Schiaz
Um mosaico repleto de cromáticas fantasias

Marcio Schiaz é um pintor que se formou num contexto harmônico onde o equilíbrio entre a razão e instinto não deixa margem a mal entendidos. Nas suas paisagens o artista busca principalmente a estrutura das coisas para melhor satisfazer as exigências de seu espírito.
Toda sua obra é ritmada pelo jogo do reforço das linhas de contorno e está impregnada de uma vontade direcionada na busca de uma composição onde tudo tem sua justa ressonância.
Sua pintura está nutrida de intenções. A simplicidade do desenho e da composição não é feita de ingenuidade, mas revela uma tradição pictórica de doce e austero lirismo, sem nada perder de sua poética felicidade e de sua autentica sinceridade.
Pintor de instinto, para quem o desenho e a cor são meios de expressão mais que materiais, que exprimem uma acentuação iluminada típica de sua criatividade, Valendo-se de uma gama de cores quentes ou de luzes que acabam constituindo uma fiel transcrição do seu mundo inteiro, múltiplo e sugestivo para as implicações de natureza psicológica que subentende.
A realidade visual, sobretudo das paisagens das cidades históricas de Minas Gerais, passa através do filtro de sua personalidade.

Emanuel Von Lauenstein Massarani
Presidente da divisão do Patrimônio cultural da Assembléia Legislativa de São Paulo

As pinturas de Marcio Schiaz são sinônimo de certeza e clareza, constância e beleza. Estas importantes características presentes nas telas deste incomum artista fazem transparecer a postura que adotou diante da própria vida:
Marcio apresenta um jeito especialmente simples de ser, bastante otimista, coerente e consciente.
Dono de um Dom constatado para as artes e de um humor honesto para com os problemas do cotidiano, oferece toda a sua altivez para as telas, guardando para si uma humildade que apenas os grandes conseguem cultivar.
Energia, decisão e alegria são demonstradas por meio de suas criativas composições de objetos e naturezas nada mortas. São tão vivas, por sinal, que seus bules chegam a demonstrar intencionalidade e afetividade.
Suas paisagens mineiras, tentadoramente tranqüilas apesar das vigorosas pinceladas e da utilização do preto para delinear alguns elementos, dividem com o observador o saudosismo e a paixão pelar terras belas, ricas, e férteis do estado de Minas Gerais. Fartas visões de morros, montanhas, árvores, casas, igrejas e mares exibem um mundo esplendorosamente idealizado, que convida à reflexão e à satisfação
Esta grande habilidade de criar suas próprias visões, transformando-as em resultados tangíveis, deriva do poder da fé e da força do artista, e oferece uma nova realidade ao mundo: a feliz realidade Schiaziana.

Fernanda Rodante
Maio de 2004

Cores e formas de Schiaz

Deve-se olhar uma obra de arte não como mero objeto de decoração (embora ela sirva bem para isso), mas como expressão de de um agir poético, como a música, o cinema e o teatro, a poesia e o romance. A obra de arte plástica é modo e meio para estados humanos diversos: alegra, inspira, tranqüiliza, atormenta, angustia, entristece, redime, etc. Nada que seja estranho às outras artes. Nada. O artista é um manipulador de emoções. Sua habilidade é construir obras que, vistas ou tocadas, poderão provocar estados de espíritos específicos no observador. É essa dimensão artística do pintor ou escultor: a construção do estímulo estético. Mas há, em oposição, uma dimensão artística do observador, que deve ser capaz de desconstruir a arte a partir da obra, vale dizer, de partir do concreto pintado e/ou esculpido para refazer ou recriar um sentimento estético, uma superação da superficialidade biológica da existência humana em direção a paragens incomuns, licenciadas apenas aos ditos "sensíveis" - e os brutos também são sensíveis, creiam-me. Por vezes, muito mais sensíveis do que os ditos "refinados".
A percepção de que a obra de arte é uma passagem para dimensões maiores da existência humana é antiga. Os sacerdotes sempre souberam disso, e assim, arquitetos, pintores, escultores, músicos foram sempre contratados para cunhar obras que permitissem – ou melhor, que facilitassem - essa manifestação estética essa passagem para um plano maior, uma plano espiritual. Explicam-se assim pirâmides, os templos egípcios, gregos, romanos, as igrejas cristãs, católicas ou evangélicas, as mesquitas, as sinagogas: são obras materiais construídas no todo e nos detalhes, como meio para a compreensão do homem no divino, o que é proporcional justamente pela arte. Para tanto, é preciso que o observador seja capaz da desconstrução do objeto artístico: partir do material para, pela emoção estética, chegar ao imaterial, ao emocional e, enfim, ao espiritual. Os budistas diriam: atingir saatori. Percorri todo esse caminho para falar de Marcio Schiaz, um pintor jovem, nascido em 1965, cuja obra chama-me muito a atenção. Optando pela pintura figurativa, Schiaz deparou-se com o desafio de escolher a forma pela qual expressaria paisagens, objetos e seres. Escolheu primeiro, usar de cores bem próprias, incomuns, que embora não subvertam a realidade retratada, dão-lhe um jeitinho diverso, um modo próprio, uma estamparia que, em muitos casos, torna-a mais palatável ou, mesmo, mais graciosa. É o caso de suas tantas cenas de Ouro Preto: há diversos artistas que tentam retratar a Vila Rica como se a fotografassem, no que falham, pois não transmitem a aura mágica da cidade. Somente cores e formas próprias podem evocar a emoção de Ouro Preto, o que Bracher sabe maravilhosamente, Marquetti sabia muito bem e Schiaz mostra conhecer com maestria. Pintam a mesma coisa? Jamais. São cenas diversas, ângulos diversos, formas diversas e cores diversas. E, justamente por isso, são emoções diversas que o observador tem da mesma paisagem retratada. Vila Rica é escura e densa em Bracher, ao contrário de Schiaz um visitante (ele é paulista) que leva da cidade uma lembrança poética, que a tem como um mimo, um passeio, um descanso. O Ouro Preto de Schiaz descansa o observador, encanta- o, mima-o. Esta constatação é curiosa quando se observa a sua visão de São Paulo nas múltiplas telas que pintou sobre a paulicéia. Percebe-se o mesmo carinho, no traço e na cor, mas há uma emoção diversa, um olhar diverso. Provavelmente, o olhar do habitante e não do visitante, o que explica o vigor, a sensação de velocidade que se apreende das paisagens, bem ao inverso do que se experimenta nas paisagens mineiras.
Destaque merece, ademais, a natureza morta em Schiaz, na qual o mimo reaparece quase como se a cena fosse sonhada, como se fosse um retalho do país das maravilhas sem sua Alice. Uma estética singela que cativa justamente pela simplicidade aparente com que o enredo se compõe: combinações de jarros, copos, frutas, não raro sobre uma mesa que tem, ao fundo, uma janela e um retalho de marinha. Mas é apenas aparente essa simplicidade. A distorção das formas é calculada, a perspectiva é minuciosa, o jogo de luz, que poucos se dão o trabalho de perceber, é cuidadoso. Há uma proporção medida na desproporção, o que revela técnica que se apurou meticulosamente. Fique atento a este nome: Marcio Schiaz.

Gladston Mamede
Professor titular do Centro Universitário Newton Paiva

Sonhando a realidade

Marcio Schiaz, em sua vasta obra, primeiro nos mostrou composições com utensílios domésticos, copos, jarras, bules, frutas sobre uma mesa. Ao Fundo uma janela, uma paisagem: casarios das cidades mineiras, montanhas ou uma praia, quem sabe de Santos. Depois, o que antes era fundo se transformou num quadro singular. Tudo conhecido, familiar, representando de forma algo cubista, algo construtivista, muito à feição do modernismo Brasileiro.
Após uma recente viagem a Minas Gerais, o artista se viu, uma vez mais, frente a frente com seu motivo: a realidade sonhada e pintada. Foi então que, às "composições" e paisagens com casarios, incorporou os também mineiros santos e profetas do Aleijadinho transformando, por intermédio de tintas e pincéis, a realidade num sonho: um mundo onírico.

Marco A. Rossi,
Maio de 2000.

A Limpeza dos telhados

Cada artista plástico tem seu mistério, ou seja, a sua forma de dialogar com o mundo. Seja no assunto, na técnica requisitada ou no impacto que causa no observador, uma tela ou escultura, para conquistar seu espaço no mundo da arte, cada vez mais competitivo, precisa ter algo de velado, de escondido, que instigue visitas e olhares atentos.
Marcio Schiaz tem um de seus mistérios na forma como soluciona plasticamente suas telas em termos de composição de linhas e, principalmente, no tratamento da superfície, com uma limpeza e perfeição admirável dentro de sua geração de pintores.
Nascido em 10 de maio de 1965, em São Paulo, SP, sua obra plástica percorre diversos caminhos: há naturezas-mortas, paisagens das cidades históricas de Minas Gerais, imagens urbanas de São Paulo e marinhas. Nessas diversas veredas, mantém a constante de uma obra em que se busca conter os excessos.
Nesse esforço, a forma como realiza os telhados parece fundamental para que se tenha uma compreensão de sua obra. As áreas são trabalhadas com delicadeza para não ferir o conjunto da composição. Pouco importa se o local retratado é identificado abertamente. A grande questão está no resultado plástico, não no geográfico.
Nesse aspecto, alguns dos melhores trabalhos de Schiaz evocam obras significativas de Carlos Scliar no mesmo exercício de buscar o que existe de fundamental, de verdadeiramente essencial em cada conjunto que se propõe a retratar.
Quando o assunto é especificamente São Paulo, Schiaz se vale, basicamente, de dois métodos de pintura. Por um lado, registra os locais que deseja pintar em fotos, ponto de partida para dar uma resposta mais instantânea à efervescência de um momento.
A opção de pintar ao vivo parece funcionar melhor quando se trata de captar o movimento de feiras livres, por exemplo, ou do burburinho de locais como a Ladeira Porto Geral ou a Rua General Carneiro. Os detalhes das pessoas no ato de caminhar ou de comprar ganham interessantes dimensões inclusive pelo uso de tonalidade mais quentes, o que também contribui para ressaltar as frutas vendidas no comércio a céu aberto.
Locais como a Praça do Correio, estação da Luz, Teatro Municipal, Viaduto Santa Efigênia, Vale do Anhangabaú, Viaduto do Chá, Rua Libero Badaró, Praça Ramos de Azevedo, Avenida Paulista à noite, Páteo do Colégio e bairro Liberdade são recriados numa ótica em que a pesquisa de posições e luminosidades a partir de fotos constitui um recurso de grande importância.
Quando às naturezas-mortas, gênero em que a versatilidade técnica do artista é colocada à prova, além de composições em que formas e cores são exploradas em diversas facetas, destaca-se a marca registrada de colocar frutas, garrafas ou pratos próximos as janelas, através das quais é possível vislumbrar paisagens mineiras, marinhas ou praias, assuntos recorrentes na carreira do artista paulistano.
Com seus telhados de cores bem definidas e pesquisa constante, arrematadas por uma luminosidade bastante própria, Marcio Schiaz apresenta um caminho já significativo, mas que pode ganhar densidade pictórica à medida que, progressivamente, ele for se libertando de referencias concretos.
Poderá assim mergulhar – e saudavelmente se perder - em recordes de espaços geograficamente indefinidos, onde sua técnica, já apurada, pode voar ainda mais alto, sem se importar com referências específicas, mas explorado ao máximo, por exemplo, a beleza dos telhados e sua riqueza plástica superlativa.
Oscar D' Ambrosio
mestre em artes visuais pela UNESP,
intrega a Associação Internacional de Críticos de Arte (Aica - Seção Brasil

 

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